quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

No final

É um mal que me acomete as entranhas, rasga minhas carnes, dilacera minha alma.
É um querer sem sentido, fugindo do objetivo que é estancar essa maldade.

Querendo mudar, sou vítima da situação, me negando agir sou vilão sem memória... que não se lembra o quanto sofreu tendo que aceitar essa dor, esse mal. E todo esse desatino.

Gostando ou não convivo com isso me faço de sonso, como se não fosse comigo.
Mas o grito irrompe garganta, entranha adentro e me sufoca.

Sou fraco. Sou forte! Combato essa vontade que me faz fraco.
Nome desse texto - Suicídio


Cida Martini

Caros amantes

Quando depois de muito esperar, eis que a figura finalmente adentra ao recinto.

Meio cabisbaixa, assim, olhando de soslaio como que não quisesse ser reconhecida.

Caminha em direção à ela com passos firmes. Joana sente um calafrio tomando-a pouco a pouco, e depois mais rápido terminando num muito. Algo que acaba se tornando incontrolável e difícil de decifrar.

Medo, ansiedade, curiosidade. E tudo isso mesclado a um desejo que lhe aquece a pélvis. Após uma longa troca de olhares, concordam em sentarem-se.

Bebidas inocentes. Petiscos leves. Conversas amenas.
Bebidas adultas. Porções afrodisíacas. Conversas excitantes.
Bebidas devastadoras. Alimentam-se com os olhos. Sussuros indecentes.

Saem a procura de qualquer lugar que possa acomodar dois amantes a altura dos seus desesperados desejos. Encontram.

Explodem-se em amores, lambuzam-se em sabores. Saciam as carnes. Quietude.

Dormiam um profundo sono quando o celular de Joana toca. Ela atende e ouve o interlocutor, apenas acenando com a cabeça.

Desliga e salta da cama para se arrumar apressadamente.

Sai sem dar explicação e sequer diz adeus.

Quando chega em casa toma um susto ao ver seu marido em frente ao monitor com vários arquivos seus abertos. Ela que sempre tivera todo o cuidado para proteger seus segredos, acabou se descuidando tomada pela emoção que sentia diante da possibilidade daquele encontro.

Senta calada diante dele esperando pela reprimenda. Para sua surpresa, Alfredo a abraça terna e demoradamente. Mesmo sem entender, Joana sente um alívio.

Sem se falarem com palavras, ele a leva até o quarto, veste-lhe a camisola e ajeita-a na cama.

Quando ela acorda fica chocada ao ver à sua frente, Alfredo e Marina.

Embora suas expressões fossem tranqüilas, ela continuava sem entender. Tentou esboçar uma frase interrogativa, mas foi calada com um descarado beijo de língua de Alfredo. Resiste... um pouco.

Percebe que nunca havia sido beijada tão despudoradamente assim por ele. Como não se sentia moralmente apta a iniciar algum debate sobre a insólita situação, apenas entrega-se a esse prazer desconhecido.

Sente que vai sendo mais abraçada do que Alfredo poderia envolvê-la. Sente então que Marina também a acaricia.

Após uma intensa e reveladora noite, Joana fica sabendo que Alfredo e Marina sempre foram amantes, antes mesmo deles se casarem e que tudo fora armado por Alfredo, desde o encontro virtual até aquela noite a três.

Com as idéias clareadas, conclui que somente um homem que a amasse muito dividiria com ela seu oculto objeto de amor. Olha com ternura para Alfredo que ainda dorme e dá-lhe um beijo na face em sinal de agradecimento.

A noite do dia anterior havia sido maravilhosa. Entregare-se as carícias do até então amante virtual e clandestino, ao menos era o que ela pensava, acreditando que Alfredo desconhecia seu caso virtual com Marina. Porém, para ela, amor a três era algo sublime e sem margens para ciúmes, pois os três se pertenciam.

Cida Martini

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ecologia Consciencial

A raça humana não tem trégua.

A luta pela vida e a manutenção desta tem feito do homem um ser em constante conflito, com o meio ambiente e, principalmente consigo mesmo.

Sob a justificativa de que ao homem cabe o papel de controlar, manter e dominar as outras espécies ele tem produzido no meio ambiente desequilíbrios de tal ordem que estão tirando do planeta as condições básicas para que continue sendo o habitat ideal para os humanos, e tendo como conseqüência à geração de um meio totalmente favorável à proliferação de todo tipo de doenças.

Quando assistimos a ação predatória de alguns povos sobre o meio ambiente (animal, vegetal ou mineral) ficamos com a nítida sensação de que estes predadores não se consideram como seres pertencentes a este planeta e que, por estarem aqui apenas de passagem, não sofreram as conseqüências dos seus atos insanos. Não aceitam limites, não assinam acordos e quando o fazem impõe prazos para mudanças que chegam a nos dar a impressão de que eles possuem um bem elaborado plano de evasão do planeta. E aos que sobreviverem, que resolvam e se adaptem às novas condições.

A economia de mercado, tem sido uma das razões alegadas para justificar os desmandos e as agressões que são feitas ao planeta e conseqüentemente a todos nós. Mas o Mercado não seriam os próprios humanos ou Mercado é algo além do humano?

Temos sido solapados não somente externamente, mas principalmente em nossa possibilidade de manifestação enquanto consciências. Regras para aprender? Não existem limites desde que não usemos outra cartilha.

Somos tratados como seres acéfalos por aqueles que detém o controle da saúde, educação e religião e querem nos fazer crer que sem a presença constante, protetora e determinadora em nossos caminhos não poderemos chegar a lugar algum.

As doenças que hoje acometem a raça humana têm em sua base um ingrediente comum; a incapacidade de se perceber como ser individual. Ficando este vazio que a falta de identidade produz e que hipnóticamente preenchemos com os sedativos, as merendas, e as bênçãos vindas daqueles que detém o controle de tudo.

Consciência global é para criaturas civilizadas como as abelhas ou as formigas, não para a raça humana.

Ser civilizado hoje é:
Buscar o seu próprio caminho desde que ele não seja feito por você mesmo.

José Aparecido

As verdades de cada um

Quando penso em definir alguma coisa, logo me vem a certeza que vivemos em um mundo onde pouquíssimas coisas podem ser definidas.


Verdades e mentiras são coisas opostas, qualquer dicionário assim as define, mas a nossa relação diária com o mundo, um dicionário não consegue traduzir.

As sensações decorrentes de cada emoção vivenciada são coisas por demais pessoais, e isto é particular.

As impressões que temos do nosso cotidiano passam pelos filtros que a nossa experiência de vida criou ao longo dos anos, portanto, um mesmo evento produz reações diversas nas pessoas.

Quando nos relacionamos com as pessoas em qualquer círculo é muito importante não perdermos isto de vista; temos que estar atentos aos nossos preconceitos para que estes não nos tornem cegos diante de certas evidências que se nos apresentam, e para as quais, muitas vezes nos fechamos totalmente.

Como fazemos amigos, e como nos relacionamos com eles?

As posições políticas do meu amigo são as mesmas de um colega de trabalho com o qual eu não me afinizo, mas qual dos dois me ofende mais?

Aí talvez resida um dos maiores perigos da não percepção do outro, aquele com o qual nós convivemos todos os dias muitas vezes até mais horas do que com nosso amigo ou nossos entes mais queridos. As nossas verdades direcionam a nossa vida, ditam as regras do nosso cotidiano e tudo isto foi assimilado por nós a partir das nossas mais distantes experiências, algumas começaram a ser formalizadas no berço de uma forma sutil, afinal aqueles a quem recorríamos nos nossos momentos de necessidade nos atendiam com a solicitude e a atenção que eles entendiam ser necessárias para cada uma das nossas queixas, e então, fomos assim interpretando cada um destes movimentos e armazenando estas informações, que hoje ditam as regras do nosso comportamento em muitos aspectos, e que por vezes estamos longe de compreender e relacionar com tempos tão distantes de nossa vida.

A característica marcante deste nosso mundo parece ser a crença que a maioria de nós tem, de sermos os donos da verdade, e defendemos com unhas e dentes os nossos pontos de vista, em nenhum momento nos ocorre que aquilo que nos alegra pode deprimir os outros?

Não existe um ser humano igual ao outro, somos criaturas distintas e, no entanto, tentam nos educar como se fossemos seres criados em uma linha de produção, onde todas as possibilidades existentes tenham sido elaboradas e projetadas segundo um molde criado por um engenheiro do universo, e que assim, todos podem receber uma mesma educação, moral, social, política e religiosa tornando-nos assim seres robotizados, sem dinâmica própria, com reações totalmente previsíveis e, portanto fácil de sermos controlados.

Não somos iguais em nada, nossos mecanismos de funcionamento nos tornam diferentes, vide questões de rejeição orgânica, transplantes, transfusões que não são possíveis até entre irmãos, pessoas que com o mesmo padrão de sangüinidade demonstram esta impossibilidade.

O nosso comportamento social retrata com muita clareza esta coisa das diferenças, não reagimos da mesma forma a eventos idênticos, não nos alegramos ou nos entristecemos pelas mesmas coisas, somos seres muito diferentes.

Temos incutido em nós a crença de que a igualdade é um sonho possível, e eu acredito ser este um bom sonho.

Mas que somente poderão ser realizados quando conseguirmos compreender as diferenças de cada um.

José Aparecido

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Desencanto

Depois de tantos anos você aparece calvo, barrigudo e sofrendo de ejaculação precoce e me encontra surtada, descabelada e cheia de dentes postiços.

O que foi feito de nós?

Éramos tão jovens. Planejáramos tanta vida, tanto gozo, tanto riso.

E rimos, rimos muito um do outro, do rascunho mal desenhado que nos tornamos.

E nos consolamos jurando nos amarmos dentro do máximo permitido pelas nossas frustrações... não conseguimos.

E nos separamos prometendo união eterna no nosso desencanto.

Cida Martini

Aproveite!

Aproveite enquanto seu amor está vivo, festeje-o, comemore-o, escute seu amor, diga o quanto o ama.


Um dia seu amor morrerá... um dia você estará sem a companhia do seu amor e a dor certamente virá. Amenizada ela poderá ser se tivermos boas lembranças, bons sentimentos, tivermos amado, tivermos abraçado, beijado tudo o que podíamos.


De repente pode até ser que você morra primeiro, mas isso não muda nada. O que importa é a vida, é viver com vontade com plenitude, com amor... com muito amor. Amor de companheiro, amor de filho, de irmão, de amigo, de vizinho.


Um dia você não mais sentirá cheiro de perfumes, sabores de comida, deixará de rir por banalidades, não mais passará horas em frente a TV, ao computador, lendo livros, folheando revistas.


Um dia você morrerá. Um dia você adoecerá. E tudo ficará cinza. Você sabe quantas cores existem? Quantos perfumes... quantos sabores... quantos amores.

Cida Martini

Nosso menino

Cada dia que passa vai ficando mais difícil, tornando-se mais penoso executar a tarefa de ser pai e mãe ao mesmo tempo. O menino está grande, crescido e bem criado mas quem olhar atentamente pode perceber que ele sofre também por não ter mãe.


Quero resolver isso mas como? De que jeito? Se a lembrança de Maria ainda dói. Só de pensar me vem lágrimas que tento esconder em vão.


Maria foi meu tudo. Meu fôlego, meus braços, minha razão, minha vontade. Maria foi o nosso desejo de amar, de ter um filho. Maria foi o nosso sonho transformado em realidade que virou pesadelo. Maria se foi sem tê-lo visto e hoje ele chora por alguém que não conheceu.


O que sobrou de mim se dividiu em dois. Sou eu e sou ela então... logo, sou nada. Talvez se eu arrumasse alguém... talvez. Quem sabe ela poderia fazer as vezes de Maria. Bobagem! Igual a ela não aparece outra jamais. O menino não vai entender e eu não vou querer alguém que não possa ser quem ele precisa.


Enquanto isso vivo de Maria... e estou morrendo também. Nada de novo, só as mesmas lembranças culminando em morte.

Vou perecendo em vida, por duas vezes já quase morri, mas o menino me socorreu com o seu sorriso de vida. Um dia consigo. O menino não vai sofrer. Sofrimento ele tem hoje sem um pai inteiro cuja metade é a mãe morta.


O menino precisa de vida. Com a morte lhe transplanto vida, pela segunda vez. Morte lhe traz vida. Acho que ele não precisava mesmo de nós.


E eu preciso tanto de Maria.

Cida Martini

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Antonio das Almas

Nascera defeituoso da alma. Fazia qualquer coisa por dinheiro. Matar era quase uma religião.

Nunca falhava, tampouco se ocupava em saber quem era a vítima. Mais uma empreitada. Dinheiro bom!

O mandante apenas dissera que a paga seria dobrada de valor com uma condição: que ele jurasse em público que faria o serviço sem antes conhecer o nome do encomendado.

Assim foi feito! Juramento prestado e o nome revelado.

Antonio das Almas, ele mesmo.


Arma apontada goela adentro, mão estendida cobrando. Dinheiro recebido e guardado. Gatilho disparado. Morreu rico e de alma limpa por nunca desonrar uma jura.

Cida Martini

Socorro!

Socorro!
E agora o que sobrou?
Eu solitariamente acompanhada de mim.
Eu perdida em meio à multidão que sou.
Ecos de mim!

Decidi que sou, ou se preferirem que quero ser escritora.
Me preparei para isto.
E me preparei muito!

Turbinei meu PC.
Vasculhei toda a Internet.
Descobri que Rosamunde Pilcher escreveu Catadores de Conchas.
Que Charles Bukowski escreveu Notas de Um Velho Safado.
E manequins nus então?! Livro raro! Raríssimo, mas tá a venda num site de leilão.

Já sei de cor a diferença entre conto e crônica.
Consegui meu ingresso em mais de duzentas comunidades sobre livros, literatura, escritores famosos, escritos anônimos, escritores criativos, não criativos, os que querem publicar um livro, os que já publicaram, os que escrevem em grupo.
Bom... fiz de tudo.

E me encontro neste exato momento munido de papel, monitor, caneta, mouse, teclado...
E muita, mas muita falta de inspiração.

Sem tema
Sem assunto
Sem idéia
Nada
Socorro!

Cida Martini


Devaneios de uma tentativa de viver

Cada vez que eu penso que eu esqueço, eu me lembro

Cada vez que eu penso que eu me lembro, eu esqueço

Esqueço que um dia sonhei, chorei, implorei, mas não tive resposta

O sonho não realizado deixou um vazio imenso um eco intenso varrendo minha alma

Ai que saudade de mim! Da minha inocência

Do tempo em que eu acreditava que bastava sonhar para realizar

Hoje eu sei que a realização vem com a crença na nossa capacidade de criar

Mas a criação verdadeira só nasce de um ser verdadeiramente criado

Ai! Um dia eu tive um sonho de ser grande!

De ser maior que tudo aquilo que um dia meu pai pôde pensar

E hoje que eu sou grande não sou mais grande do que eu posso sonhar

Vida que um dia tive em vida, não foi a vida feita para ser vivida

E que vida é essa? Me perguntei?

Não posso responder...

Porque também não sei

José Aparecido

Poder da natureza

A hora só poderia ser esta, tudo neste momento cheirava a cumplicidade. Os dois ali naquela casa sozinhos; ele um simples entregador de mercadorias parado diante daquela mulher estranha que o olhava de uma maneira profunda, enquanto pegava a nota para assinar o recebimento da entrega.

Devolvendo a caneta as mãos que se tocam os olhos que se cruzam e uma força incontrolável que os arrebata um para os braços do outro. Nunca se viram, mas esta força estranha os tornando tão íntimos.

O temporal que se avizinha os trovões que cortam o céu, a chuva que vem de tal forma caudalosa que seria impossível naquele momento, a chegada de alguém.

As roupas que se arrancam, a entrega, o gozo, o prazer de forma incontida, a entrega tão profunda, como nada havia sido tão profundo em suas vidas.

Corpos rolando pelo tapete macio da pequena sala, os espasmos que chegam, a chuva que grita o seu poder abrindo as entranhas da terra, e tudo se esvai com um saciar dos líquidos que escoam, transformando secura em saciedade, calor em frescor, tensão em orgasmos.

É o prazer da criação devolvendo a vida à aridez das estruturas, que nada mais precisam para viver do que a entrega aos seus mais profundos sentimentos.

O afastamento, a surpresa, o rubor nas faces, fazendo-os recuarem de forma cansada, porém, sem palavras, sem desculpas, somente a restauração das vestimentas retrata a intimidade que ora se conclui, deixando num até logo uma saudade de algo que talvez jamais se repita.

A chuva fina que agora persiste, permite que o movimento retorne à vida daqueles que se esconderam de tão profícua dádiva da natureza.

José Aparecido

Perturbação

Aquela já era a quarta vez que ela atendia o telefone e sempre ouvia o mesmo silêncio do outro lado.
Nenhuma voz, nenhum alô... nenhum olá.

Estava ficando incomodada pois gostava de sua privacidade, de sua vida anônima e no entanto, aquela desconhecida pessoa do outro lado da linha insistia em querer tornar-se íntima dela. Sabia que era sempre a mesma pessoa porque o modo de ação era sempre o mesmo, e essa perturbação vinha acontecendo a mais de um mês.

O telefone tocava e depois do terceiro toque ela atendia e ouvia o mesmo silêncio. Se ao menos esse estranho diferenciasse o silêncio ela até que poderia ficar em dúvida. Mas não! O silêncio era sempre o mesmo, e pelo jeito ele não pretendia nem disfarçar.

Cansou-se daquela situação. Não poderia permitir que continuassem a perturbá-la e não daria brecha para que adentrassem na sua íntima privacidade.
No dia seguinte, sua primeira providência fora ir pessoalmente registrar sua queixa na companhia telefônica solicitando que desativassem sua linha por tempo indeterminado.

Feito isso, voltou para casa aliviada. Sabia que daquele momento em diante teria sossego. Teria a paz e a calmaria que sua vida solitária lhe proporcionava.

Dias depois leva um enorme susto. Ao atender o interfone ouve a voz do carteiro a lhe dizer que havia um telegrama para ela.

Não era possível! O estranho que tentava violar sua intimidade estaria agora enviando telegramas?

Exita bastante frente ao telegrama. Medo e curiosidade. Curiosidade e medo.

Decide. Abre o telegrama e lê:

A Cia. Telefônica vem informar-lhe que seu pedido de desligamento temporário da sua linha telefônica não foi possível de ser atendido.
Sua linha já encontrava-se desconectada do poste externo há mais de cinco meses.
Por engano foi desligada na ocasião a sua linha quando deveria ter sido a linha da residência ao lado.

Pedimos desculpas pelo transtorno.


Cida Martini

Acordando com as Letras

Nosso objetivo é o de compartilhar com os amigos já sacramentados e os novos que virão, os nossos escritos, nossas idéias, aquilo que faz parte do nosso processo de criação.

Escrevemos há bastante tempo, mas somente agora é que resolvemos torná-los público.

Nós, pessoas comuns, esbarramos sempre na máxima: de que escrever não é para qualquer um, e por conta desta crença deixamos muitas vezes de expressar aspectos pessoais do nosso ser que clamam por viver através das letras.

Escrever é para todos. Os sentimentos precisam ser registrados no tempo com a pureza do momento em que brotam através da inspiração, a validade deles quem determina é o coração.

Tudo é importante neste nosso universo de escritores, todos os fatos são relevantes e podem nos inspirar a viver através das letras os nossos mais brilhantes movimentos de criação.

O nosso escrever é o que nos diferencia uns dos outros e cada um é exclusivo na expressão dos seus sentimentos. Homem ou mulher, não importa, letras não tem sexo.

A consciência do poder da escrita nos acorda para o mundo das letras.

Tudo é uma questão de treino, e confessamos que temos treinado muito.

Gostamos de escrever, e este é talvez o lado da nossa personalidade que mais nos permite liberdade.

Neste espaço gostaríamos de dividir com vocês, um muito desta liberdade de podermos ser escritores.

Cida Martini

José Aparecido

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